sábado, 9 de outubro de 2010

O turismo, cujo potencial não é bem explorado

O topônimo maranguape vem do tupi-guarani maragoab e significa Vale da Batalha. O nome é uma alusão ao lendário cacique da tribo de índios que dominava a região.
Sua denominação original era Alto da Vila , depois Outra Banda e, desde 1760, Maranguape.[5]
As origens de Maranguape retornam aos primeiros habitantes destas terras, indios de várias etnias com os: Potyguara, Pitaguary.[6] Os quais já cultivavam mandioca, milho e sabiam da existência de minerais na região.[7]
Nas terras de Maranguape receberam no ano de 1649, a vista dos neerlandeses durante a expedição em busca das minas de prata na serra da Taquara e serra de Maranguape.[8] Na serra da Taquara, estes ainda erguerão uma base de apoio em cima da serra.[7][8][9]
Com a saída dos holandeses do Ceará, o teritório de Maranguape é vem ser habitado pelos portugueses via as semarias. A aglomeração as margens do riacho Pirapora e a capela de Nossa Senhora da Penha, consolida-se como núcleo urbano no século XIX, com a inplementação das plantações de café.[5]
Em 1875, Maranguape recebe um grande impulso econômico com a construção com a inauguração da linha férrea Estrada de Ferro de Baturité e a estação de trem.[10] Esta funcionou até os anos de 1963, quando esta foi desativada.
Na segunda metade do século XIX, mais uma leva de portugueses iniciaram mais uma atividade econonica, a plantação da cana-de-açucar e a produção de cachaça.[11]
Maranguape possui indústrias que fazem parte do Distrito Industrial de Fortaleza e a industria de aguardente, porém a base de sua economomia ainda é a agricultura e percuária, devido as terra férteis e a abundância de água.

Turismo

O turismo, cujo potencial não é bem explorado, também é uma fonte de renda para o município devido aos atrativos naturais, como as Serras, nas quais exitem várias trilhas por onde pode-se fazer caminhadas ecológicas na, por exemplo, trilha do sítio São Zacarias, Pedra do Urso ou Derretido, ou na Pedra da Rajada.
Maranguape é sede também do único Balneário da região metropolitana de Fortaleza em funcionamento contínuo desde a sua fundação. O Cascatinha Balneário & Chalés recebe associados e visitantes desde 1963. O complexo conta com parque aquático com piscinas e toboáguas, restaurante, chalés e pousada, cascatas, bicas, piscinas naturais, lago com caiaques, área para prática de esportes e jogos.
Outro atrativo é o Y-Park, museu e parque de esporte do Grupo Ypioca.[11]
O esporte também intensifica o turismo da região com o clube Maranguape Futebol Clube e o Estádio Moraisão.[14]

Serras do Maranguape

Arquitetura Antiga: Solar das Sombras, Prédio da Prefeitura Municipal, Casa onde nasceu o escritor Capistrano de Abreu.
História: Suas origens remontam aos estágios da pré-colonização, com o nome de Maragoab, conforme cartografia antiga. Dizia-se, a título de nota informativa, situar-se numa serra para aquém do lugar chamado das Amazonas, o que até certo ponto estará geograficamente correto. Em termos de colonização, aparecem como pioneiros o tenente Pedro da Silva e Amaro de Moraes, que a 12 de julho de 1707, obtêm por Sesmaria terras envolvendo o local onde pelos tempos adiante se formaria a povoação. Em posteriores concessões, são beneficiados, na mesma região, os sesmeiros Jorge da Silva (1711), Capitão Soares de Oliveira (1717), José Gonçalves Ferreira Ramos e Filipe Lourenço Ramos (1790).
Evolução Política: A elevação do povoado à categoria de distrito, com vinculação ao Município de Fortaleza, ocorreu segundo Ato Provincial de 1º de janeiro de 1760. Em segundo Ato Provincial, datado de 18 de março de 1842, fundiu-se o Distrito ao Município de Fortaleza, desaparecendo a individuação anterior. Em Lei Provincial nº 553, de 17 de novembro de 1851, deu-se a sua desvinculação do Município de Fortaleza e consequentemente a sua elevação à categoria de Vila. Sua elevação à categoria de Município ocorreu segundo Lei Provincial nº 1.282, de 28 de setembro de 1869, com a denominação atual.
Igreja: As primeiras manifestações de apoio eclesial decorrem de Lei Provincial nº 485, de 4 de agosto de 1849, transferindo para Maranguape a freguesia até então com sede em Messejana, tendo como padroeira Nossa Senhora da Penha. A primitiva capela situava-se à margem direita do Riacho Pirapora, no lugar posteriormente denominado de Outra Banda.  Em virtude da inexistência de condições físicas da primitiva capela, procedeu-se à demolição desta e programou-se a construção de templo mais adequado. Quando  da execução inicial das respectivas obras, estas, então foram suspensas, havendo como pretexto desavenças entre os habitantes de Outra Banda e moradores da margem esquerda do já citado riacho Pirapora, girando a questão em torno do padroeiro cuja preferência se dividia entre Nossa senhora da Penha e São Sebastião. Resultou do impasse a edificação do templo dedicado a São sebastião e o reerguimento da extinta capela em honra de Nossa senhora da Penha, dividindo-se também o padroado.